A política de contensão de gastos da Prefeitura de Itabira pode impactar os investimentos destinados à 51ª edição do Festival de Inverno. A informação foi divulgada pela superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Vanessa de Faria, durante sua prestação de contas na Câmara, realizada na tarde desta segunda-feira (19).
Vanessa foi questionada sobre as iniciativas da FCCDA diante do contingenciamento imposto pelo governo de Marco Antônio Lage (PSB), que se baseia na expectativa de uma queda na arrecadação municipal em 2025. Ela mencionou que, além de buscar reduzir custos e formar parcerias com o setor empresarial, têm sido elaboradas estratégias para a realização do festival, que em 2025 celebra 40 anos da fundação.
“Estamos em diálogo com o prefeito e analisando as propostas de diferentes secretarias para encontrar soluções viáveis” – destacou Vanessa.
A gestão da FCCDA está em busca de uma melhor gestão orçamentária e financeira para garantir a qualidade das entregas, mesmo diante de cortes. “Temos feito estudos intensos recentemente para apresentar alternativas ao prefeito”, acrescentou.
A política de austeridade adotada em Itabira também é influenciada por mudanças na economia global, como as novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o que pode afetar as receitas da cidade, especialmente no setor mineral. Isso poderá resultar em uma diminuição dos repasses de recursos, tanto da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) quanto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo o secretário de Fazenda, Júlio César de Araújo, “não falamos em corte de gastos, mas sim em adequações necessárias à nova realidade de arrecadação.” O orçamento de 2025, inicialmente estimado em R$ 1,3 bilhão, pode sofrer ajustes, com uma previsível queda de até 30% nos repasses para 2026.
A situação é de vigilância e planejamento, pois, conforme alertou, um abalo na economia global pode ter repercussões severas em Itabira.
























