Sábado, 18 de abril de 2026

FAO aponta primeiro caso de gripe aviária no Brasil e seus impactos

FAO aponta primeiro caso de gripe aviária no Brasil e seus impactos
© Reuters/Mariana Nedelcu/Proibida reprodução

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) está monitorando de perto a confirmação do primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves comerciais no município de Montenegro (RS), reportado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

“Este caso marca uma nova etapa na presença do vírus, que até então se restringia a aves silvestres e de criação caseira”, afirmou a FAO em comunicado.

Desde 2022, mais de 4,7 mil surtos de gripe aviária altamente patogênica foram registrados na América Latina e no Caribe, afetando diversas espécies, incluindo aves de criação e migratórias, além de mamíferos marinhos e animais domésticos.

“A propagação do vírus segue as rotas naturais das aves migratórias, conectando ecossistemas que vão do Canadá à Terra do Fogo.”

Para a FAO, a presença do vírus representa não apenas uma ameaça à saúde animal, mas também suscita preocupações sobre a possível transmissão para humanos e os impactos nos sistemas alimentares, na biodiversidade e na saúde pública regional.

Risco Baixo ao Consumidor

A entidade assegurou que o consumo de frango e ovos é seguro quando os produtos são bem cozidos, e que o risco de infecção humana é considerado baixo.

Recentemente, a FAO destacou a necessidade urgente de fortalecer os sistemas nacionais de vigilância, biossegurança e resposta rápida, especialmente para pequenos e médios produtores, e adotar uma abordagem integrada que considere as interações entre animais, humanos e meio ambiente.

Nos últimos meses, outros países, como Argentina, Colômbia, México, Panamá, Peru e Porto Rico, também noticiaram casos de IAAP.

“A união de esforços entre os países da região é vital para conter a disseminação do surto ao longo do continente. Apenas através de ações conjuntas e contínuas podemos proteger a saúde animal e pública, além de reforçar a resiliência dos sistemas agroalimentares.”

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