A ArcelorMittal Brasil anunciou hoje (29/04/2025) seus resultados financeiros e operacionais do ano de 2024.
Os números consolidados mostram um desempenho acima das expectativas, apesar da pressão das importações sobre a indústria de aço nacional. A produção totalizou 15,3 milhões de toneladas de aço, representando um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. O volume de vendas também subiu, alcançando 15,1 milhões de toneladas, com um crescimento de 5,2% sobre 2023, sendo 55,5% deste volume direcionado ao mercado interno e 44,5% às exportações.
Entretanto, os resultados financeiros foram afetados pelo aumento das importações e pela queda drástica nos preços das commodities metálicas no primeiro semestre de 2024. O aço importado atingiu um recorde histórico de 5,9 milhões de toneladas, correspondendo a 18,5% do consumo aparente de aço no país, conforme dados do Instituto Aço Brasil.
A receita líquida consolidada da ArcelorMittal Brasil caiu 4,7%, totalizando R$ 66,6 bilhões, enquanto o lucro líquido foi de R$ 2,3 bilhões, refletindo uma queda de 39,7% comparado ao ano anterior, devido às despesas financeiras relacionadas às variações cambiais e juros da controladora
O Ebitda foi de R$ 9,1 bilhões, uma redução de 2% em comparação ao ano anterior, mas ainda assim com uma margem Ebitda de 14% (ante 13% em 2023).
“Os resultados de produção são fruto do empenho e competência de nossos colaboradores, que se dedicam com foco em inovação e excelência operacional. Conseguimos nos destacar mesmo em um ambiente global desafiador”, comentou Jorge Oliveira, presidente da ArcelorMittal Brasil.
Em termos de investimento, a empresa inaugurou a expansão da Unidade Vega em São Francisco do Sul, SC, com um aporte de R$ 2,2 bilhões para novas linhas de galvanização e recozimento. Além disso, novos investimentos estão em progresso na Unidade de Sabará, onde uma nova linha de trefilação foi inaugurada em março de 2025, custando R$ 144 milhões.
A ArcelorMittal também anunciou a instalação de duas plantas de geração de energia solar em Minas Gerais e na Bahia, com investimentos via joint ventures que somam R$ 1,6 bilhões, parte de sua estratégia de descarbonização. A empresa planeja alcançar 100% de energia elétrica renovável até 2030.























